INSPIRE-SE COM A HISTÓRIA DE LOUISE HAY

Inspire-se com a história de Louise Hay! Veja agora uma das histórias de vida mais lindas quando se trata de superação! Ao mesmo tempo em que é triste, tem um desfecho emocionante! Apesar desse artigo ser maravilhoso, é bem mais longo que os outros artigos aqui do blog, visto que contém o depoimento da própria Louise, retirado de um de seus livros. Sendo assim, faça como os vencedores, deixe o desejo de aprender superar o desanimo e leia até o final! Vamos lá!

Louise Hay foi uma das mais importantes e influenciadoras motivacionais. Escreveu vários livros. A base de suas obras são a metafísica da saúde, o poder da mente e a física quântica. Ela Nasceu em uma família pobre e teve uma infância bastante difícil. Quando ela tinha apenas 18 meses de idade os pais se divorciaram.  A escritora conta que  a mãe trabalhava como empregada doméstica, dormia no trabalho e precisou deixá-la com outras pessoas.

Com o passar dos tempos, sua mãe se casou novamente com um homem  bruto e, isso gerou para Louise a convivência em um lar repleto de violência. Aos 5 anos de idade, ela sofreu abusos sexuais de um vizinho velho e bêbado. Esse homem foi julgado por esse crime que cometeu contra ela e condenado a 15 anos de prisão. Segundo relatos da própria autora, o exame médico e o julgamento do caso, perduraram em sua mente por toda a vida. E incrivelmente algumas pessoas a culparam pelo fato de o homem abusador ter sido condenado. Por causa disso ela passou muitos anos de sua vida com medo de um que um dia o abusador pudesse se libertar da cadeia e fazer algo de mal a ela. Além dos abusos sexuais, ela também sofreu abusos físicos e teve que trabalhar durante a infância. Todos esses sofrimentos fizeram com que a autoimagem dela se tornasse muito negativa.

“As coisas pareciam não darem certo para mim. Então Passei a expressar esse padrão no mundo exterior.”

Louise Hay

A infância de muita pobreza e escassez, colaborou para que Louise formasse em sua mente a ideia de não merecimento e de que ela era indigna de receber bençãos da vida. Ela gerou essa crença. E esse padrão mental, claramente relacionado com o sentimento de culpa e baixa autoestima que ela associava a si, contribuía para gerar mais situações de escassez.

Aos 15 anos de idade, devido aos abusos frequentes que sofria, resolveu fugir de casa e da escola. Foi trabalhar como garçonete. A princípio isso lhe pareceu mais fácil do que a vida que ela tinha em casa.  Devido a toda a sua carência emocional, sentimento de menos valia e baixa autoestima, se  relacionava com qualquer tipo de homem, desde que fossem gentil com ela. Então, aos 16 anos engravidou e logo que a criança nasceu, devido as dificuldades que passava, se viu obrigada a dar a criança para uma família amorosa e que queria muito adotar.

Logo depois , foi ao encontro de sua mãe que sofria violência do marido e, a ajudou a sair da casa onde era vítima de muitos maus-tratos. Porém, a irmã dela, com apenas 10 anos de idade na época, não foi com sua mãe, mas permaneceu na casa com o padrasto de Louise.

Louise sofreu violência por  parte dos relacionamentos que tinha. Eram homens que a
maltratavam e que frequentemente a agrediam.

De acordo com o relato da própria Louise Hay, ela nunca experimentou as alegrias da maternidade. Ela sentia dentro de si, sentimentos de perda, culpa, vergonha, desvalor e de baixa autoestima. E isso estava associado ás memórias de dor de todos os abusos que sofreu.

Com o passar do tempo, Louise se tornou uma modelo da alta costura e se destacou em seu trabalho. Isso contribuiu para que a autoestima dela melhorasse, mas não a ponto dela se amar verdadeiramente. Apesar de todo o sucesso profissional que fazia, sempre encontrava um jeito de  se autossabotar, de não se valorizar, pois não conseguia enxergar a sua verdadeira beleza.

Os anos passaram e Louise finalmente casou-se com um maravilhoso e culto cavalheiro inglês! Eles juntos viajaram pelo mundo. No entanto, apesar de ser uma modelo de sucesso e de ter um homem formidável ao lado dela, a  autoestima continuou baixa por muito tempo. E ao completar 14 anos de casamento, o marido anunciou para ela que desejava viver com outra mulher. Louise se sentiu arrasada e destruída. O que é absolutamente normal para qualquer pessoa nessas situações.

Com o passar dos tempos, Louise entrou em contato com a metafísica e a cura alternativa e, a partir daí, tornou-se maravilhada com esses estudos. Ela dedicava muito do seu tempo nisso. Começou a frequentar a Igreja da Ciência Religiosa e 3 anos depois tornou-se uma conselheira. Nessa mesma época, aprendeu a Meditação Transcendental. Então resolveu entrar na Universidade Internacional Maharishi, no Estado de Lowa, para fazer um curso de seis meses, o que foi para ela uma ótima escolha.

E ao terminar a universidade, logo recomeçou a  vida.  fez o curso de treinamento de ministros de sua denominação e se  tornou muito ativa no seu trabalho e nas suas atividades sociais.

Pelo trabalho metafísico que fazia, teve a inspiração de escrever um pequeno livro  chamado CURE O SEU CORPO, ( o livro era uma lista de causas metafísicas para doenças do corpo). Depois da publicação, passou a viajar para dar palestras e pequenos cursos. O tempo passou e  um dia, Louise recebe o diagnóstico médico de que estava com câncer. Todo o passado da escritora onde foi uma criança maltratada e que incluiu um estupro ao cinco anos de idade, a fez desenvolver um câncer na área vaginal.  Entrou em desespero. Porém, por causa do trabalho com os clientes, ela sabia que a cura mental funcionava e viu a oportunidade de comprová-la nela mesma. Ela sabia que o câncer é uma doença causada por um profundo ressentimento que é abrigado por um longo tempo, até que ele (o câncer), como disse Louise: “literalmente começa a comer o corpo.” Mas, mesmo sabendo de tudo isso ela não queria  dissolver toda a raiva e ressentimento que tinha  da infância sofrida e das pessoas que abusaram e maltrataram ela. No entanto, viu que não podia mais perder tempo e que precisa se curar.

Louise dizia:  “A palavra incurável, que é tão assustadora para muitos, significa para mim que essa condição em particular não pode ser curada por meios externos e que precisamos ir para o interior e encontrar a cura. Se eu fizesse uma operação sem me livrar dos padrões mentais que haviam dado origem à doença, os médicos continuariam cortando Louise até não restar mais nada dela.Se eu fosse operada para retirar o tecido canceroso e ao mesmo tempo desprendesse o padrão mental que estava causando o câncer, ele não voltaria mais. Quando esse mal ou qualquer outra doença volta, creio que não é porque “eles não tiraram tudo”, mas sim porque o paciente não fez mudanças mentais. Assim: ele só recria a mesma enfermidade, talvez numa parte diferente do corpo. Eu também acreditava que, se conseguisse me livrar do padrão mental que criara o câncer, nem mesmo precisaria da operação.

Então Louise convenceu os médicos para que lhe dessem algum tempo antes de fazer a operação que eles queriam que ela fizesse, e assim, conseguiu que eles lhe dessem  três meses de prazo.

Leia agora abaixo o depoimento da própria Louise: “Assumi a responsabilidade pela minha própria cura. Li e investiguei tudo o que pude encontrar sobre métodos alternativos que poderiam me ajudar no processo. Fui a várias lojas de produtos naturais e comprei todos os livros que tinham sobre o câncer. Procurei a biblioteca pública e li mais ainda. Informei-me sobre a reflexologia nas solas dos pés e a terapia do cólon e achei que ambas seriam benéficas para mim. Eu parecia estar sendo levada para as pessoas certas. Depois de ler sobre a reflexologia, interessei-me em encontrar um terapeuta. Nessa ocasião, fui a uma palestra e, apesar de sempre procurar me sentar nas primeiras filas, naquela noite senti-me compelida a ficar no fundo da plateia. Pouco depois um homem veio sentar-se ao meu lado e – adivinhe só. Ele era um reflexologista que atendia na casa dos clientes. Fui tratada três vezes por semana durante dois meses e recebi uma grande ajuda. Eu sabia também que precisava me amar muito mais. Muito pouco amor fora demonstrado em minha infância e ninguém jamais me ensinara a me sentir bem comigo mesma. Eu adotara as atitudes dos meus familiares, que estavam sempre implicando comigo e me criticando, e elas haviam se tornado uma segunda natureza para mim. Através do meu trabalho na igreja eu me conscientizara de que era certo e até essencial eu me amar e me aprovar. No entanto, ficava adiando – exatamente como acontece com aquela dieta que sempre dizemos que vamos começar amanhã. Porém, não dava mais para eu procrastinar. De início foi muito difícil ficar diante do espelho e dizer coisas como: “Louise, eu te amo. Amo de verdade”. Todavia, persistindo, descobri que eu não estava mais me diminuindo em certas situações como fazia no passado, o que me mostrou que eu estava progredindo com o exercício do espelho e outros. O mais importante era eu me livrar dos padrões de ressentimento que abrigava desde a infância. Era imperativo para mim desprender do meu interior todas as acusações. Sim, eu tivera uma infância difícil, cheia de maus-tratos sexuais, físicos e mentais. No entanto, isso acontecera havia muito tempo e não podia ser desculpa para o modo como eu estava me tratando. Afinal, eu estava literalmente comendo meu corpo com um crescimento canceroso, porque não havia perdoado. Chegara a hora de eu ir além dos incidentes em si e começar a compreender que tipo de experiências poderiam ter criado pessoas capazes de tratar uma criança daquela maneira.

Com a ajuda de um bom terapeuta, expressei toda a velha e represada raiva, socando almofadas e gritando de ódio, o que me fez sentir muito mais limpa. Em seguida, comecei a juntar os pedacinhos de histórias que meus pais haviam me contado sobre suas infâncias e consegui ver um
quadro maior de suas vidas. Com minha compreensão cada vez mais crescente e analisando-os de um ponto de vista adulto, comecei a sentir compaixão pelo sofrimento dos dois e a culpa que eu atirava neles foi se dissolvendo vagarosamente
. Junto com tudo isso, procurei um bom nutricionista para me auxiliar na limpeza e desintoxicação de meu corpo, prejudicado por todas as comidas inadequadas que eu ingerira ao longo dos anos. Aprendi que elas se acumulam e criam um corpo cheio de toxinas, tal como os pensamentos inadequados se acumulam e criam uma mente intoxicada. Foi-me recomendada uma dieta muito rígida, constituída quase que só de hortaliças. No primeiro mês, fiz lavagens intestinais três vezes por semana. Não fui operada. Como resultado dessa completa limpeza física e mental, seis meses depois de ter ouvido o diagnóstico, consegui que os médicos concordassem com o que eu já sabia – eu não tinha mais nem um sinal de câncer! A essa altura, eu sabia por experiência própria que a doença pode ser curada se estamos dispostos a mudar o modo como pensamos, acreditamos e agimos!
As vezes o que parece ser uma grande tragédia, se transforma no melhor de nossas vidas
!Aprendi isso por experiência própria e passei a valorizar a vida de uma nova maneira. Comecei a procurar o que era realmente importante para mim e acabei tomando a decisão de deixar a cidade sem árvores de Nova York e seu clima marcado pelos extremos. Alguns de meus clientes afirmaram que “morreriam” se eu os abandonassem, mas garanti-lhes que voltaria duas vezes por ano para me certificar dos seus progressos e lembrei-lhes que o telefone encurta distâncias. Assim, fechei meu consultório e fiz uma longa e tranquila viagem de trem até a Califórnia, pois decidira recomeçar tudo de novo em Los Angeles.
Embora eu tivesse nascido em Los Angeles muitos anos antes, não conhecia quase ninguém na cidade, exceto minha mãe e minha irmã, que agora moravam na periferia da cidade, a cerca de uma hora do centro. Nunca havíamos sido uma família unida, mas mesmo assim tive uma surpresa muito desagradável ao saber que minha mãe estava cega havia alguns anos e ninguém se dera ao trabalho de me avisar. Minha irmã estava “ocupada demais” para me receber, de modo que não me preocupei em vê-la e comecei a cuidar de minha própria vida.
Meu livro Cure o Seu Corpo me abriu muitas portas. Passei a frequentar todo tipo de reunião New Age que podia encontrar. Eu me apresentava e, quando sentia que era adequado, dava uma cópia do meu livro. Nos primeiros meses fui bastante à praia, sabendo que quando ficasse mais ocupada, haveria pouco tempo para o lazer. Pouco a pouco os clientes foram aparecendo. Recebi convites para falar aqui e ali, e tudo foi se ajeitando enquanto Los Angeles me dava boas-vindas. Cerca de dois anos depois, pude me mudar para uma linda casa.
Meu novo estilo de vida em Los Angeles não tinha nada de parecido com o que eu levara na minha infância. De fato, tudo corria perfeitamente. Como nossas vidas podem mudar por completo em relativamente pouco tempo!
Uma noite recebi um telefonema de minha irmã, o primeiro em dois anos. Ela me contou que nossa mãe, agora com 90 anos, cega e quase surda, caíra e fraturara a coluna. Num instante, minha mãe, que era uma mulher forte e independente apesar da idade, transformara-se numa criança indefesa, passando por grande sofrimento.
O acidente, como tudo na vida, teve seu lado bom, pois serviu para romper a parede de segredos que havia em torno de minha irmã. Finalmente estávamos todas começando a nos comunicar. Descobri que minha irmã também sofria de um grave problema de coluna que a impedia de sentar e andar direito e lhe causava muitas dores. Ela sofria em silêncio e, apesar de estar abatidíssima, seu marido não tinha conhecimento de sua doença.
Depois de passar um mês internada num hospital, minha mãe recebeu alta. Como de maneira alguma poderia mais cuidar de si mesma, veio morar comigo.
Apesar de confiar no processo da vida, eu não sabia como iria lidar com a situação, de modo que me liguei com Deus e disse: “Certo, vou cuidar dela, mas você tem de me ajudar e precisa me arrumar o dinheiro necessário!”
O período de ajustamento foi difícil para nós duas. Minha mãe chegou num sábado. Na sexta-feira seguinte eu teria de ir a San Francisco, onde ficaria quatro dias. Eu não podia deixá-la sozinha, nem desistir do compromisso. Mais uma vez me voltei para Deus e falei: “Deus, você vai ter de cuidar disto. Preciso encontrar a pessoa certa para nos ajudar antes de viajar”. Na quinta-feira seguinte, a pessoa perfeita havia “aparecido” e já estava instalada, com a incumbência de organizar a casa para mim e minha mãe. Foi outra confirmação de uma de minhas crenças básicas:

“O que preciso saber me é revelado e tudo o que necessito vem a mim na Divina ordem correta”.

 Percebi que era hora de aula para mim de novo. Surgira a oportunidade de limpar muito daquele lixo de minha infância.
Minha mãe não fora capaz de me proteger quando eu era criança, mas agora eu podia e ia cuidar dela. Começou toda uma nova aventura para mim, envolvendo minha mãe e minha irmã. Dar à minha irmã o auxílio que ela pedia, era um outro desafio. Fiquei sabendo que quando eu salvara minha mãe, tantos anos atrás, meu padrasto descontara toda a sua fúria e sofrimento em minha irmã, e chegara a vez dela de ser brutalizada. Percebi que o que começara nela como um problema físico, fora enormemente exagerado pelo medo e tensão, junto com a crença de que não havia ninguém para ajudá-la. E então Louise entrou em cena, não querendo ser uma salvadora, mas mesmo assim desejando dar à irmã a oportunidade de escolher o bem-estar a essa altura de sua vida. Pouco a pouco todos os acontecimentos do passado foram se deslindando e o progresso ainda continua. Vamos progredindo passo a passo e me esforço para proporcionar uma atmosfera de segurança enquanto exploramos as várias vias alternativas de cura. Minha mãe, por sua vez, reage muito bem. Ela se exercita o melhor possível quatro vezes ao dia e seu corpo está ficando mais forte e flexível. Comprei-lhe um aparelho auditivo e ela tornou-se mais interessada na vida. Apesar de sua crença nos princípios da Ciência Cristã, persuadi-a a submeter-se a uma operação para a retirada da catarata de um olho. Foi uma enorme alegria para ela poder ver de novo. E nós também ficamos alegres por poder ver o mundo através dos olhos dela. Sua grande satisfação foi conseguir ler de novo. Minha mãe e eu começamos a encontrar tempo para conversarmos como nunca antes e uma nova compreensão surgiu entre nós. Atualmente, estamos ambas mais livres porque choramos e rimos juntas. Devo dizer que às vezes ela me irrita, o que serve para me dizer que tenho outras coisas para libertar do meu interior.
Meu trabalho continua num ritmo sempre crescente. O número de funcionários que trabalham comigo aumentou sob a direção do meu gerente de pessoal, Charlie Gehrke. Agora temos um Centro com cursos e um programa para internos.
É assim que está minha vida atualmente, no outono de 1984.


Na infinidade da vida onde estou, tudo é Perfeito, pleno e completo.
Cada um de nós, eu inclusive, experimenta a riqueza e plenitude da vida de maneiras para nós significativas.
Agora olho para o passado com amor e escolho aprender com as velhas experiências.
Não existe nem o certo nem o errado, nem o bem nem o mal.
O passado está terminado.

Existe apenas a experiência do momento.
Eu me amo por ter me trazido por entre esse passado até o presente.
Compartilho o que e quem sou, pois sei que somos um só em espírito.
Tudo está bem em meu mundo.

Louise Hay

Além dessa biografia: “Inspire-se com a história de Louise Hay “, leia também a história de Abraham Lincoln. Acesse em: https://pausaparaaquecerocoracao.com/2019/10/13/abraham-lincoln-uma-historia-de-superacao-dos-inumeros-fracassos-ao-sucesso/

Resenha feita por Hérica Rodriguess ( Esse depoimento de Louise Hay foi retirado do livro dela: “Você Pode Curar a Sua vida”. 8 edição. Quarta parte – capítulo 16 – Minha história )

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