AUTOCONHECIMENTO – Como me autoconhecer?

AUTOCONHECIMENTO – Como me autoconhecer? Nunca se falou tanto em autoconhecimento, quanto nos últimos tempos. Mas será que as pessoas estão realmente preocupadas em adquirir o verdadeiro autoconhecimento? E o que é o autoconhecimento? Será que se conhecer, é somente descobrir os pontos favoráveis, suas forças, suas habilidades, suas qualidades, seus dons e talentos? A maioria das pessoas acredita que o autoconhecimento, é apenas a parte prazerosa da descoberta sobre si mesmo, e acha que se conhecer, é somente descobrir sobre a sua personalidade, a sua individualidade e seus pontos positivos. Então, essas pessoas buscam testes de personalidade, mapas astrológicos e numerológicos, análise comportamental, eneagrama, enfim… isso tudo é muito bom, nos mostra muito sobre nós mesmos. Eu confesso que já fiz tudo isso, e é realmente muito bom descobrir pontos favoráveis e positivos sobre nós! Qualquer caminho que mostre um pouco mais de nós, é bacana.

Muitas vezes, temos dons, talentos, habilidades e qualidades, que nem sequer, nos dávamos conta; por estarem enterrados e ofuscados por crenças e baixa autoestima, devido a uma visão distorcida de nós; frutos de pelas palavras negativas e de crenças oriundas de outras pessoas. É normal quando crianças, sermos como uma esponjinha, e absolver informações e crenças dos ambientes e das pessoas que convivemos. São pessoas e ambientes diversos que exercem uma força na formação do conceito que construímos de nós. Nós vamos pegando influência de um e de outro, e ouvimos palavras negativas e crenças de outros, e aí vamos, ao longo da vida, construindo uma visão e ideia de nós mesmos, que não tem nada a ver conosco. Todas essas informações, foram apenas disparadas em nós, mas não são o que somos verdadeiramente. Ao contrário, são apenas uma série de ideias, conceitos e padrões externos das pessoas que a gente conviveu, daqueles que  cuidaram de nós; e  depois, ao longo da nossa vida, quando nos tornamos adolescentes e depois adultos, continuamos recebendo ainda, influências dos nossos amigos, da religião, da cultura, da comunidade, enfim…




Quem não se conhece, está inconsciente de si e mesmo.  Por isso, não toma posse da grandeza e magnitude da própria existência. Não está livre para desfrutar as maravilhas do existir, mas apenas é escravo de si mesmo.

Quando começamos a jornada do autoconhecimento, é interessantíssimo, pois veem à tona, descobertas de nós mesmos, que estavam ocultas, introjetadas e escondidas em nosso ser. E então vamos beneficiando a nós mesmos,  e abençoando as pessoas também com essas nossas características, habilidades e dons. Mas o autoconhecimento, não é só isso. Ele não é apenas essa parte gostosa e prazerosa.  Ele é algo mais profundo. É como se fosse uma faca de dois gumes. “Ele corta dos dois lados.” Quero dizer, ele nos mostra tanto as coisas positivas e favoráveis, quanto as negativas e desfavoráveis que reinam dentro do nós.

Mas, o que acontece com muitas pessoas? Elas não buscam o autoconhecimento como deveriam buscar. Elas ficam  somente na parte prazerosa.

Se você estiver verdadeiramente interessado(a) em se conhecer, é fundamental que entre em contato com as suas sombras! O autoconhecimento é feito todos os dias; 24 por dia. É preciso estar atento a si mesmo, o tempo inteiro! É preciso se observar enquanto viver! Quando temos determinado tipo de comportamento, é preciso pararmos e pensarmos:  Porque eu estou com esse comportamento. Nossa, eu falei mal de alguém, o está por trás disso? Eu julguei?  O que está por trás disso?  A psicanálise traz para nós, a ideia da projeção. Ou seja, nós projetamos no outro, aquilo que está em nós. E isso serve tanto para coisas negativas, quanto positivas. Muitas vezes gostamos e elogiamos alguém, as suas características, enfim… mas na verdade aquilo está em nós.

Quando eu critico, quando eu vejo coisas negativas em alguma pessoa,  e talvez as outras pessoas ao meu redor, não veem, mas eu estou sempre vendo algo de negativo naquela pessoa. Questione-se! Por que esse meu comportamento? É preciso fazer um trabalho de autoanálise! Um trabalho interno e profundo de buscar o que está dentro de mim! Talvez eu esteja me projetando naquela pessoa, ou talvez não. Talvez eu realmente tenha essa capacidade perceptiva que os outros não têm. Não importa a razão, mas a autoanálise é sempre fundamental.

Quando fazemos o trabalho de autoconhecimento, nem sempre encontramos somente coisas maravilhosas; muitas vezes, encontramos algo não muito legal de nós mesmos, algo negativo. Todos nós temos. Estamos aqui em um processo evolutivo, nos desenvolvendo pessoalmente e crescendo. Então a gente precisa encarar esse lado sombrio! Nossa eu estou com tanta raiva, o que essa raiva está querendo me dizer? Eu estou julgando? O que esse julgamento está querendo dizer de mim mesmo (a)? Eu estou me comparando? O que essa comparação está querendo me dizer? Talvez que eu não esteja satisfeito (a) comigo mesmo (a), talvez minha autoestima não esteja bacana, talvez eu preciso me amar mais, talvez eu não esteja reconhecendo os meus dons e talentos, aquilo que eu tenho de bom; talvez eu preciso fazer algo para melhorar algo em mim, a nível de conhecimento ou até na minha aparência.

Eu estou muito estressado (a), irritado (a)? O que essa irritação está querendo me dizer? Questione-se!  Nossa, eu estou sempre correndo na vida; faço uma coisa, e faço outra, Por quê? Será que eu estou querendo mostrar resultados? Por que que eu nunca paro? Por que eu não relaxo? Por que eu não descanso? O que está por trás disso? Por que eu corro tanto, e não tiro um tempo para relaxar, para descansar, para dançar, enfim… fazer algo que gosto? Tudo bem, todos nos temos que mostrar resultados nesse mundo que sempre exige de nós, para que batamos metas e mostremos resultados, e que mostremos que somos capazes; mas quando percebermos que estamos sendo tragados por isso, é hora de parar! Questione-se!  Por que eu estou querendo corresponder tantas expectativas? Por que eu estou buscando esse tipo de posição na vida? O que eu estou querendo de fato? O que está dentro de mim, lá dentro de mim? O que está faltando em mim? Isso também é uma parte do autoconhecimento. Eu estou criticando o outro? Eu estou debochando, sendo cínico? Por quê? O que está em mim que está precisando de uma atenção? O que está me levando a ter esse comportamento, essa projeção? Isso, talvez, queira dizer que de repente, lá no fundo, eu estou triste comigo; estou insatisfeito comigo e com os resultados na minha vida. Então eu preciso olhar para mim!

O problema é que a maioria das pessoas param quando descobrem coisas maravilhosas delas mesmas. Todos nós temos inúmeros dons, talentos, habilidades. E claro, passaremos a vida inteira descobrindo,  e ainda assim, não descobriremos todos; pois são muitos. Isso é absolutamente normal, pois somos a imagem e semelhança de Deus. O problema é que muitos não olham para as suas sombras, para os seus lados negativos, feios e sombrios. Fingem que não existe nada. Dizem: “ Não, não é nada.” “Não está acontecendo nada”. E jogam as suas sombras para debaixo do tapete. E dizem que está tudo bem. Mas na verdade, não está tudo bem; porque tudo o que é recalcado e camuflado, uma hora virá à tona na vida. Virá através de autossabotagem, de doenças, emoções negativas, enfim… e irá bloquear a prosperidade, estragar a saúde, estragar os relacionamentos. E tudo isso, justamente, porque muitos  jogam as suas sombras para o subconsciente.

As sombras foram feitas para serem encaradas. Precisamos olhar para o que nos machuca, olhar para o que é feio e até ruim, que por ventura, possa surgir em nós!

As sombras são amigas! Quando surgem, é para nos mostrar que tem algo em nós que precisa ser olhado, cuidado, encarado, transmutado e ressignificado.

Busque o autoconhecimento contínuo e diário! Aproveite a parte prazerosa dele para usufruir na vida própria, e para presentear ao mundo, e agraciar as pessoas com o que você tem de melhor! Mas também encare seu lado sombra, doentio e triste que precisa ser encarado; para que eles sejam transmutados! Lembra da borboleta? Ela antes de ser borboleta, era uma lagarta, vivia no casulo. E um dia, para se transformar em borboleta, precisou passar por um processo doloroso. Ela enfrentou as suas dores, se transmutou e voou rumo a sua liberdade.

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Escrito por Hérica Rodriguess

Crédito imagem:

Imagem de Pexels por Pixabay

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